03 Abril 2006

EMPRESARIOS PORTUGUESES EM ANDORRA JÁ É REALIDADE


Com a vontade de agrupar os empresários portugueses estabelecidos no Principado de Andorra, foi apresentado oficialmente o Club de Empresários Portugueses no Principado de Andorra – CEPA.

Presidido por António de Matos, este órgão pretende servir de apoio aos empresários portugueses procurando mecanismos de colaboração entre eles de maneira a colmatar dificuldades e problemas no sector empresarial e laboral do Principado.

Este órgão, promovido pelo Embaixador Nuno de Bessa Lopes no Outono passado, iniciou de seguida os trabalhos e elaboração dos estatutos com um grupo de trabalho formado por alguns empresários e coordenados pelo Conselheiro das Comunidades Portuguesas em Andorra, José Luís Carvalho. Depois dos trâmites burocráticos, foi apresentada a equipa Directiva que terá a missão, nesta fase inicial, de reunir o maior número de empresários portugueses e apresentarem um conjunto de iniciativas que beneficiem o tecido empresarial português no Principado. A equipa directiva do CEPA, que está formada por António Matos, Presidente, Carlos Queirós, Vice-presidente, Joaquim Pereira, Secretário, João Armada, Tesoureiro, Nuno de Passos, Sezinando Mesquita e Alexandre Veloso, vogais, conta também com o apoio jurídico da advogada luso descendente Patricia Bragança.

Em conversa aos meios de comunicação andorranos, António de Matos referia a intenção do CEPA em criar proximamente uma bolsa de trabalho para a comunidade portuguesa, além de participar na reivindicação do acordo bilateral que visa principalmente equiparar o estatuto dos empresários portugueses ao dos espanhóis e franceses. Em relação ainda a este tema, António de Matos mostrou-se crítico ao tratamento que estão submetidos os empresários de nacionalidade portuguesa ao não estarem abrangidos por este acordo, referindo “ Parece que os portugueses somos imigrantes do Terceiro Mundo”.

O acordo Trilateral entre Andorra-França-Espanha aprovado em Dezembro de 2000 estabelece, entre outros pontos, o mínimo de 10 anos de Andorra para qualquer cidadão francês ou espanhol, puder iniciar actividade empresarial no Principado, relegando os portugueses para 20 anos o que os obriga a ter que recorrer aos “empresta nomes” o que comporta muitas vezes o pagamento de uma comissão.

O CEPA agora criado, vai procurar criar um conjunto de iniciativas de maneira a ajudar tanto o sector empresarial como laboral português no Principado.

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